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SOBRE FAZER FEIRA E OUTRAS COMPRAS #consumosustentável

Terça-feira é dia de feira no bairro onde eu moro, é onde, geralmente, faço as compras semanais. Deixo apenas as coisas que são estritamente industriais e que não tenho tempo ou conhecimento para produzir em minha casa para comprar em super ou hipermercados. Nas feiras, compro todo o restante, que, em suma, compõe 80% da minha alimentação. 


Tenho pensado que valorizar o comércio local é algo primordial para a transformação das relações econômicas e trabalhistas da nossa cidade, estado e país. Sim, chega ao nível federal. Conheço várias pessoas, por exemplo, que compram inúmeras coisas em sites Made in China, porque o preço é infinitamente mais barato e tem uma qualidade equivalente à vários produtos nacionais.  No entanto, se observarmos com cautela, percebemos que as relações que envolvem esses produtos podem estar ligadas ao consumo exacerbado de matéria-prima, condições de trabalho degradantes ou, até mesmo, escravas, procedimentos ilegais, entre outros horríveis fatores.

Considerando todos esses aspectos, tenho procurado utilizar de um consumo sustentável. Isso, no que se refere às roupas, equipamentos, sapatos e alimentação. A feira é uma ótima ferramenta para a alimentação - visto que, geralmente, e seguindo algumas legislações municipais, os produtos vendidos na feira têm que ser produzidos localmente. Nas roupas e sapatos é possível encontrar marcas e lojas regionais, com roupas interessantes e compõe o estilo de cada pessoa. Para o meu gosto, tenho procurado o mercado goiano, mas, também, me apego também ao carioca e, busco fugir das roupas internacionais, Made in China/Malásia e outros países com conhecida exploração trabalhista (tenho algumas, sim, não joguei fora, mas, o futuro somos nós que fazemos).

Além disso, dou preferência aos cosméticos livres da crueldade animal. Ainda utilizo algumas marcas que tinha e que não são livres da crueldade animal, e, estou com certa dificuldade para encontrar as que seguem as regulações para tal procedimento. Utilizava, por exemplo, a Yves Rocher, mas desde que ela passou a comercializar para a China, saiu do ranking #crueltyfree, pois todos os produtos vendidos em território chinês, obrigatoriamente, têm que passar por testes animais. Bizarro, né? Então tudo comprado na China não é livre de crueldade animal.

A parte desses fatores, valorizar o comércio local é valorizar o trabalhador(a). É importante revisarmos sempre os nossos hábitos, porque é através deles que transformamos as relações interpessoais, pessoais, sociais, culturais e todas as outras "ais" que nos rodeiam. Esse textinho aqui é bem interessante a respeito da valorização do comércio local.

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