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Escolha bem o que pensar!

Das coisas que venho lendo, muitas me surpreendem. Algumas passam mensagens que fogem ao objetivo inicial do texto e, por isso, é claro, tudo depende dos olhos de quem lê.

Nos devaneios caminhantes, tenho me focado no livro "Corpo e alma: etnografia de um aprendiz de boxe" de Loïc Wacquant. Já havia lido fragmentos na graduação e no mestrado, e me admirava com a maneira simples de escrever deste autor, que captura a leitora numa sentada só - a despeito dos afazeres do dia.

Por se tratar de uma etnografia, Wacquant vai narrando sua trajetória numa academia de boxe (de um gueto de um bairro negro de Chicago) nos mínimos detalhes: desde como chegou ao bairro, à academia (gym), ao seu inesperado envolvimento com o boxe, que o chegou a questionar, até mesmo, sua vida de pesquisador.

Nas paredes do gym mensagens positivas de discursos cheios de emoção para motivar os jovens aspirantes ao pugilismo ocupavam todos os lugares, juntamento com as fotografias de grandes astros, como Mike Tyson, saídos de bairros pobres. Acabei por lembrar da onda fitness que invadiu a internet nos últimos dois anos, suas mensagens de auto-ajuda, muitas vezes baseadas em filósofos, que, em sua existência, não tinham nada a ver com isso. Mesmo assim, parece que para cumprir um objetivo, especialmente, aquele focado na disciplina corporal, uma característica  a pessoa deve ter: o domínio da mente.


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